O Instagram se pronunciou publicamente após um erro técnico que acabou expondo um recurso sensível de localização entre usuários da plataforma. A falha permitiu que algumas pessoas visualizassem um mapa com a localização de amigos, levantando preocupações imediatas sobre privacidade e segurança digital.
Segundo relatos de usuários nas redes sociais, a função apareceu de forma inesperada dentro do aplicativo, exibindo posições aproximadas de contatos em tempo real. Muitos afirmaram não ter autorizado o compartilhamento dessas informações, o que intensificou as críticas à empresa.
Em comunicado oficial, o Instagram afirmou que o problema foi resultado de um “bug temporário” e que a funcionalidade não deveria ter sido liberada amplamente. A empresa garantiu que o erro foi rapidamente identificado e corrigido, além de reforçar que não houve mudança permanente nas configurações de privacidade dos usuários.
“A proteção da privacidade é uma prioridade para nós. Corrigimos o erro assim que ele foi detectado e estamos revisando nossos processos para evitar que situações semelhantes ocorram novamente”, informou a companhia.
Especialistas em segurança digital destacam que incidentes desse tipo evidenciam a importância de plataformas tecnológicas adotarem camadas rigorosas de testes antes de liberar novos recursos. Além disso, reforçam que usuários devem revisar frequentemente as permissões concedidas aos aplicativos, especialmente aquelas relacionadas à localização.
O caso reacende o debate sobre o uso de dados pessoais por grandes empresas de tecnologia e a necessidade de maior transparência no desenvolvimento de funcionalidades que envolvam informações sensíveis.
Até o momento, o Instagram não detalhou quantos usuários foram impactados pelo erro, mas afirmou que continua monitorando a situação e prestando suporte à comunidade.
Pagamento de R$ 6 bilhões beneficia cerca de 774 mil trabalhadores; valores serão creditados entre os dias 17 e 20 de junho.
O Ministério do Trabalho e Emprego vai liberar na próxima semana a segunda e última parcela do saldo retido do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário, foram demitidos e tiveram o saldo bloqueado.
Serão liberados R$ 6 bilhões para 774,7 mil trabalhadores, com saques previstos para os dias 17, 18 e 20 de junho. O valor médio por beneficiário será de R$ 7,7 mil.
O pagamento beneficia trabalhadores demitidos entre janeiro de 2020 e 28 de fevereiro de 2025 e tiveram o saldo do FGTS retido por aderirem ao saque-aniversário.
Ao todo, foram liberados R$ 12,1 bilhões. Na primeira etapa, realizada em março, foram pagos R$ 6 bilhões a 12.195.326 trabalhadores, com limite de R$ 3 mil por cotista.
Os valores serão creditados automaticamente na conta bancária previamente cadastrada para o saque do FGTS. O trabalhador pode verificar qual conta está registrada e acompanhar a movimentação das contas vinculadas por meio do aplicativo FGTS.
Desde 2020, a modalidade saque-aniversário já retirou mais de R$ 142 bilhões do FGTS. Desse total, cerca de 66% foram repassados aos bancos, em razão da cessão do saldo como garantia em operações de crédito, enquanto apenas 34% foram pagos diretamente aos trabalhadores.
Atualmente, 37 milhões de trabalhadores com conta ativa no FGTS aderiram ao saque-aniversário, e, desse total, 25 milhões utilizaram o saldo como garantia em empréstimos vinculados à antecipação dessa modalidade.
O que é o saque-aniversário
Instituído em 2019, o saque-aniversário é uma modalidade opcional que permite ao trabalhador retirar anualmente uma parte do saldo do FGTS no mês de seu aniversário.
No entanto, ao aderir a essa modalidade, o trabalhador perde o direito de sacar o valor total do fundo em caso de demissão sem justa causa, tendo acesso apenas à multa rescisória de 40%. A parcela anual também pode ser utilizada como garantia em operações de crédito junto a instituições financeiras.